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domingo, 17 de março de 2013

Prática 003/2013 - Cromatografia de pigmentos vegetais em papel

Introdução
Cromatografia é um método de separação de misturas e identificação de seus componentes. Esta separação depende do comportamento dos analitos, parte da amostra que é o foco da análise química, entre uma fase móvel e uma fase estacionária. A interação dos componentes da mistura com estas duas fases é influenciada pelas diferentes forças intermoleculares, incluindo as forças apolar, polar, iônica, bipolar, gravitacional e específicas interações de afinidade e solubilidade. 

Objetivo
Extrair e diferenciar diferentes pigmentos vegetais pela técnica de cromatografia em papel. 

Material
02 Folhas da herbácea Tradescantia



Figura 1: Folha da planta ornamental herbácea Tradescantia sp. (Malvaceae) utilizada para extração dos pigmentos vegetais (Foto: Alexsandro G. dos Santos e Márcio H. R. de Carvalho).

01 Almofariz e Pistilo
10 mL de Álcool Etílico Comercial (líquido)
10 mL de Solução de Acetona Comercial
02 Folhas de Papel de Filtro nº 102
02 Câmaras Cromatográficas (Frascos de vidro com tampa seladora)
01 Proveta de 50 mL (ou caneca de medida)
02 Placas de Petri (ou pires)
01 Tesoura
01 Cronômetro (de celular ou relógio).

Métodos
1) Depois de lavadas, uma das folhas de Tradescantia será colocada no almofariz e amassada com o auxílio do pistilo acrescentando-se, em pequenas quantidades, 10 mL de álcool etílico medidos com a proveta. Formando-se, então, um extrato foliar etanoico;

2) Logo após transferir o extrato para uma Placa de Petri;

3) Cortar o Papel de Filtro no tamanho 9 X 9 cm e dobrar ao meio colocado-o em posição vertical sob o conteúdo de extrato foliar etanólico, deixando-o por 5 minutos cronometrados;

4) Amassar a outra folha de Tradescantia com o pistilo no almofariz acrescentando, dessa vez, acrescentando-se 10 mL de solução de acetona em pequenas quantidades. Obteremos então um extrato foliar cetônico que será transferido para a outra câmara de cromatografia;

5) Repetir o processo do subitem 3 com o outro papel de filtro dobrado  com o extrato e aguardar os 5 minutos cronometrados.

6) Após os 5 minutos de espera, retirar o papel filtro do extrato foliar etanólico e colocar na posição invertida. Esperar uns minutos para secar e o papel colocado-os na Câmara Cromatográfica para serem aguardados mais 5 minutos.

7) Repetir os processos dos subitens 5 e 6 mas com o  extrato foliar cetônico no lugar do extrato foliar etanólico.

Resultados

Figura 2: Cromatografia em papel do extrato foliar etanólico (Foto: Alexsandro G. dos Santos e Márcio H. R. de Carvalho).



Figura 3: Cromatografia em papel do extrato foliar cetônico (Foto: Alexsandro G. dos Santos e Márcio H. R. de Carvalho).




Figura 4: Notou-se também, nesse experimento, a florescência da clorofila, que mesmo no ambiente externo da folha, continua a reagir a luz (Foto: Alexsandro G. dos Santos e Márcio H. R. de Carvalho).


Discussão
1) Relacione os diferentes pigmentos observados e suas respectivas colorações:
Padrão de Resposta (PR) - Antocianina - cor roxa; clorofila - cor verde; xantofila - cor amarela.

2) Obteve-se diferença nos perfis cromatográficos em relação ao solvente?
PR - Pelo experimento observo-se maior afinidade do solvente etanólico com a antocianina e do cetônico com a clorofila e xantofila.

3) Por que a clorofila emitia florescência mesmo após a extração com solvente? 
PR - Pela reação da mesma em excitação molecular aos fótons da luz natural do ambiente.

Referências bibliográficas
LACERDA, Guilherme Araújo. Manual de aulas práticas em biologia celular. Janaúba: UNIMONTES,   Faculdade de Zootecnia, 2013. 31f.

PRADO, Carlos Henrique B. de A.; CASALI, Carlos A. Fisiologia vegetal: práticas em relações hídricas, fotossíntese e nutrição mineral. Barueri, SP: Manoel, 2006.

RIBEIRO, Núbia Moura; NUNES, Carolina Rodeiro. Análises de pigmentos de pimentões por cromatografia em papel. QUÍMICA NOVA NA ESCOLA, N° 29, AGOSTO 2008. p.34-37.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Prática 001/2013 - Como construir uma minicentrífuga?

Objetivo
Construir uma minicentrífuga a partir de materiais alternativos.

Introdução

A centrifugação é um processo de separação em que uma amostra fluida é submetida a um aparelho centrifugador ou centrífuga a fim de se promover a separação dos componentes via sedimentação dos líquidos imiscíveis de diferentes densidade. É usada em diferentes aplicações laboratoriais, industriais e domésticas. Para a realização de algumas práticas laboratoriais é essencial o uso de minicentrífugas para separação de substâncias. A inexistência de material adequado é, muitas vezes, o principal motivo para a não execução de atividades práticas. Por isso, descreveremos a seguir como é possível construir tal equipamento utilizando-se materiais alternativos. 

Material
01 CAP de PVC (50 mm) - do tipo empregado para encanamento de esgoto, disponível em lojas de material de construção. Outro por plástico qualquer, de tamanho adequado, pode substituir este CAP;
01 Motor elétrico (12 volts) - recomendamos motor de secador de cabelo, por ter boa rotação e força, além de ser resistente, mas outros pequenos motores também podem ser usados (motor de DVD player ou outros).

Atenção - para atividade em sala de aula, motores mais potentes (120 ou 220 volts) devem ser evitados por motivos de segurança.

01 Fonte contínua de +/- 12 volts (transformador) e fio de cobre;


01 Pequena "caixa" plástica que encaixe o motor o mais firme possível (nossa sugestão é o tubo plástico que vem com embalagem para filme de fotografia 35 mm);
01 Tampa plástica com aproximadamente 70 mm de diâmetro - muito usada em filtros de café solúvel, ou outra tampa de tamanho aproximado e com dureza suficiente para suportar as perfurações sem deformar (01 CAP de menor diâmetro que a base também funcionará);
04 Tubos de microcentrífuga (tipo eppendorfs);
01 Resina (massa) epóxi (Ex.: Durepoxi®);
100 g de mistura de cimento e areia.

Procedimento
1) O corpo (base) da centrífuga pode ser feito com um CAP de PVC. Primeiramente, faça um pequeno furo na lateral do CAP; Nesse furo introduza um arame ou um palito (5 a 7 mm) que chegue até o centro do CAP. A seguir, encha o CAP de PVC com a massa de cimento e depois, no cimento ainda úmido, coloque (bem no centro) a caixa plástica em que será encaixado o motor;
2) Deixe o cimento secar (um ou dois dias) e depois retire a caxa plástica e o material usado para preencher o furo;
3) Faça um pequeno furo na "caixa" plástica em que ficará o motor e passe pelo espaço deixado pelo arame, no cimento, de tal forma que o fio saia pelo orifício feito na lateral do CAP;
4) Adapte o motor na caixa plástica. Depois, passe o fio do motor pelo espaço deixado pelo arame, no cimento, de tal forma que o fio saia pelo orifício feito na lateral do CAP;
5) O rotor da centrífuga será feito da tampa plástica que deverá ter na parte lateral quatro furos de 1,1 cm de diâmetro, para colocar os tubos de microcentrífuga. Como o plástico empregado nas tampas é duro, quebras e rachaduras durante a excecussão dos furos são comuns (não desanime!).


6) Após a preparação do espaço para colocar os tubos, faça um pequeno furo bem no centro do "rotor" e cole o eixo do motor com a resina epoxi;



7) O transformador de 12 volts pode então ser ligado ao motor e a centrífuga pode ser testada. Pequenos ajustes poderão ser necessários para que a centrífuga fique bem balanceada.

Foto do equipamento montado


Figura 1 –  Minicentrífuga construida a partir de materiais alternativos por Alexsandro e Márcio graduandos em Zootecnia UNIMONTES Janúba, 2-2012 (Foto: Guilherme Araújo Lacerda 2013).

Discussão
a) Defina centrifugação?
Padrão de Resposta (PR) – processo de separação em que uma amostra fluida é submetida a um aparelho centrifugador ou centrífuga a fim de se promover a separação dos componentes via sedimentação dos líquidos imiscíveis de diferentes densidade.

b) Qual técnica laboratorial pode ser utilizada para separar organelas de acordo com seu potencial de sedimentação?
PR – Fracionamento celular.

c) Cite ao menos dois exemplos de centrífugas caseiras e suas aplicações:
PR – A centrifugação é usada pelas máquinas de lavar roupa para retirar água em excesso da roupa. É por isso usada como um dos últimos passos num programa normal de lavagem. A água em excesso é escoada pelos orifícios do tambor da máquina, onde a roupa é retida. Este princípio é também explorado nos secadores de salada, em que os legumes são colocados num cesto dentro de uma caixa, sendo o cesto girado manualmente com recurso a uma manivela. A água é escoada para fora do cesto via pequenos orifícios, assim como feito nas máquinas de lavar.

Referências Bibliográficas

LORETO, E.L.S.; SPEL, L.M.N. Atividades experimentais e didáticas de Biologia Molecular e Celular. 2ª Ed. São Paulo: Editora da Sociedade Brasileira de Genética, 2003. 82p.

domingo, 19 de agosto de 2012

Prática 01 - O microscópio de luz

Objetivo
Conhecer um dos equipamentos básicos para o estudo da vida, o microscópio, destacando suas partes ópticas e mecânicas.

Introdução
O microscópio é muito importante para a pesquisa científica, isto porque a maioria dos seres vivos são microscópicos, e a menor unidade dos seres pluricelulares macroscópicos só podem ser observados com o auxílio desse equipamento.

Material
01 Microscópio óptico didático
01 Lâmina de microscopia
01 Lamínula de microscopia
01 Fio de cabelo
01 Conta-gotas
01 Gota de água de torneira
01 Máquina fotográfica digital ou celular com câmera
 
Procedimento
Conhecer as partes do microscópio com a utilização respectiva do instrumento de principal trabalho dos profissionais de ciências biológicas.

Partes do Microscópio:
1. Ocular – lente sobre a qual se coloca o olho.
Observação: Podem ser monoculares (apenas uma), bi ou trinoculares, sendo que os trinoculares são adaptados para acoplar câmeras fotográficas e/ou de vídeo.

2. Objetivas – conjunto de lentes fixas ao 3. revólver, que ficam próximas do objeto.

4. Parafusos – macrométrico e micrométrico: a sua finalidade é baixar e elevar o 5. canhão, permitindo uma focalização perfeita.

6. Braço - esta parte sustenta todas as lentes e serve para o transporte.

7. Mesa ou Platina – serve para colocar o material a ser observado. Nela existe uma abertura cenral que dá passagem de raios de luz refletidos pelo espelho.

8. Espelho ou fonte luminosa – serve para refletir ou emitir a luz para a lente objetiva.

9. Base ou pé – serve para apóia-lo na bancada.

10. Lâmina e lamínula – são acessórios indispensáveis ao funcionamento do microscópio, onde se coloca o material a ser examinado (espécime ou amostra).



Figura 01 - Foto ilustrativa de uma Lâmina para microscopia e lamínula de vidro. Uma típica lâmina 26 x 76 mm é mostrada com uma lamínula  (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A2mina_(microscopia))

Cuidados:
1 – Transportar com ambas as mãos, apoiando uma delas a base do microscópio, segurando o braço do aparelho com a outra.
2 – Quando colocá-lo sobre a mesa, mantê-lo a alguma distância da borda. A mesa do laboratório deve estar livre de tudo que não seja absolutamente necessário.
3 – Evitar molhar o microscópio e caso seja molhado, enxuga-lo com lenço de papel.
4 – Limpar as partes ópticas do microscópio com lenços de papel, pois elas são sensíveis e devem ser bem cuidadas. Usar uma flanela macia para as partes mecânicas.
5 – Quando acabar de usar o microscópio, encaixar a objetiva de menor aumento e guarda-lo na caixa protetora.

SUGESTÃO: Na aula prática utilizar como espécime um fio de cabelo, selando a lamínula na lâmina com uma gota de água de torneira (utilizar conta-gotas).

Figura 02 - Micrografia de fio de cabelo, aumento médio  (Fonte: Relatório de aula prática de Joyce Cipriana Pacheco Ramos, Kristh Jacyara Pereira Dias e Raul Herberth Freitas Rocha - Biologia celular, UNIMONTES Campus Janaúba, 2012).

Discussão
1) Quais as partes Ópticas do Microscópio?
Padrão de Resposta (PR)* - Partes ópticas: ocular, objetiva e espelho; Partes Mecânicas: parafusos, revólver, braço, mesa ou platina e base ou pé.
*Utilizamos neste PR referência dos modelos de microscópio didáticos mais simples.



Figura 03 - Foto ilustrativa das partes mecânicas isoladas de um microscópio óptico (Fonte:  http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mylinks/viewcat.php?cid=6&min=370&orderby=titleD&show=10)

2) Quantas vezes a ocular do seu microscópio aumenta?
Padrão de Resposta (PR)* - 10 x (vezes)
*Utilizamos neste PR referência dos modelos de microscópio didáticos mais simples, algumas oculares possuem lentes com 15 x.


Figura 04 - Foto ilustrativa das objetivas isoladas de um microscópio óptico (Fonte:  http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mylinks/viewcat.php?cid=6&min=370&orderby=titleD&show=10)


3) Quais são as medidas e cores das objetivas?
Padrão de Resposta (PR)* - 4x (vermelha), 10 x (amarela), 40 x (azul) e 100 x (branca)
*Utilizamos neste PR referência dos modelos de microscópio didáticos mais simples, as cores e os aumentos podem variar de acordo com o fabricante.

Figura 05 - Foto ilustrativa das objetivas isoladas de um microscópio óptico (Fonte:  http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/mylinks/viewcat.php?cid=6&min=370&orderby=titleD&show=10)


4) Para sabermos o aumento total de um objeto observando, que devemos fazer?
Padrão de Resposta (PR) - Multiplicar o valor da ocular (10 x) pelo valor da objetiva (4, 10, 40, 100 x).

5) Escreva no caderno respeitando a numeração as partes do microscópio:


Figura 06 - Foto ilustrativa das partes ópticas e mecânicas de um microscópio óptico (Fonte: http://manaus.olx.com.br/microscopio-iid-34725360)

PR - Descrição de acordo com a numeração da figura:
1 = ocular
2 = objetivas e revólver
3 = platina
4 = charriot
5 = macrométrico
6 = micrométrico
7 = diafragma no condensador
8 = condensador
9 = botão do condensador
10 = dois parafusos centralizadores do condensador
11 = fonte de luz
12 = controle de iluminação
13 = diafragma de campo (alavanca no lado esquerdo do microscópio)
14 = dois parafusos de ajuste da lâmpada (esquerdo e direito)
15 = focalizadora da lâmpada (alavanca no lado direito do microscópio

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Sumário Volume 3 - Conheça seu corpo

DE QUE SOMOS FEITOS?

Prática 01        O Microscópio ......................................        08
Prática 02        Repetindo Robert Hooke .......................      11
Prática 03        As macrocélulas ...................................         14
Prática 04        Célula da cebola ....................................       16
Prática 05        Células da mucosa bucal ......................        19
Prática 06        A célula é a estrutura básica da vida ....        21

A NUTRIÇÃO

Prática 07        Descobrindo o que consumimos............        25
Prática 08        Identificando o amido da batata ...........       27
Prática 09        O amido em nossos alimentos ..............        29

A DIGESTÃO

Prática 10        Facilitando a ação das enzimas ............        33
Prática 11        Secreção da bile pelo fígado ..................      35

A RESPIRAÇÃO     

Prática 12        Simulando a respiração ........................         38       
Prática 13        Eliminando o gás carbônico (CO2) .......       41       

O SANGUE

Prática 14        As células sanguíneas pelo esfregaço ...        44
A CIRCULAÇÃO

Prática 15        O estetoscópio .......................................       48
Prática 16        No ritmo do coração . ...........................        51
Prática 17        Coração de Mamífero ..........................        54

A EXCREÇÃO

Prática 18        Eliminando o excesso de sais ................       59

O ESQUELETO

Prática 19        Mexendo o esqueleto .............................     

O MÚSCULO

Prática 20        Contração Neuromuscular ...................        

OS NERVOS 

Prática 21        Ato reflexo ............................................      

OS SENTIDOS

Prática 22        Percepção dos gostos ............................      
Prática 23        Sentindo na pele ...................................       
Prática 24        Anatomia do olho .................................       
Prática 25        Os cheiros .............................................       
Prática 26        A voz é o resultado de vibrações ...........     

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
            Relação de consultas bibliográficas ......       

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O ensino de Ciências Naturais

A bibliografia deste capítulo demonstra-se bastante explorada em sua riqueza, pois discutiremos com o auxílio de uma pesquisa bibliográfica as concepções mais atuais sobre o ensino, especificamente o de Ciências, numa representação profissional, como graduando e nas representações de vários autores e pesquisadores desta temática.

Orientamos nosso ‘olhar’ para a prática do laboratório (lugar onde ficam os cientistas), relacionando com a prática da sala de aula (das disciplinas científicas). O paralelo entre ‘fazer ciência’ e ‘ensinar ciência’ precisa ser validado, pois são fatos socialmente construídos por aqueles que o fazem (VIANNA e CARVALHO, 2003. p. 2).

Ao trabalharmos como professores de qualquer disciplina, seja na rede particular, seja no sistema público de ensino, nos encontramos com a reflexão do corpo docente da escola em relação aos seus debates em torno do ensino e de suas reformas: Têm sido debatidas as atuais reformas por que passam os sistemas educacionais, denunciando-se os interesses políticos que as orientam, a presença de organismos internacionais nesses processos, enfim, tem sido colocado em foco como essas transformações correspondem às necessidades de reordenação do sistema educacional, aos interesses econômicos e políticos das grandes empresas transnacionais e das organizações e dos organismos políticos que as representam...

Diferentemente dessas análises, que situam as "nossas reformas" como sendo aquelas orientadas para a mudança social e formação do cidadão crítico, e as "reformas deles” , como aquelas orientadas por princípios econômicos e pelas leis do mercado, destinadas à formação do trabalhador, os trabalhos de Popkewitz (1997, 2000, 2001 apud SANTOS, 2002) buscam romper com esse modelo (SANTOS, 2002).

As Ciências Naturais sejam elas químicas, físicas e biológicas, como é o caso do ensino fundamental, é disciplina integrante do quadro curricular... podendo e devendo cooperar na transformação da sociedade ao tratar os seus conhecimentos específicos (CUNHA e CICIILINI, 1995. p. 202).


Referências bibliográficas disponíveis em:

LACERDA, G. A. Relação Ensinar-Aprender-Fazer Ciências no Ensino Fundamental. Trabalho de Conclusão de Curso ou Monografia (Graduação em Biologia - Licenciatura). Divinópolis: Fundação Educacinal de Divinópolis/Universidade do Estado de Minas Gerais, 2003. 89 p. Disponível em: www.guibiologia.com Acesso em 14 Jun 2012 

sábado, 14 de julho de 2012

Prática 12 - Estragando o mingau

Objetivo
Perceber a necessidade de guardar bem os alimentos para que eles não se contaminem.

Introdução
A simples produção de alimentos não é tudo. Se não houver meios adequados para conservá-los e distribuí-los, o problema mundial não irá tão somente persistir, mas será severamente agravado. A conservação de alimentos, mantendo da melhor maneira possível suas condições naturais, tem sido uma preocupação constante dos pesquisadores.  Devido à importância da comida para nossa sobrevivência, sua conservação é uma das tecnologias mais antigas usadas pelos seres humanos. Com o aumento da temperatura do alimento para cerca de 66ºC, as enzimas são destruídas. Um alimento estéril não possui bactérias. A menos que sejam esterilizados e fechados, todos os alimentos contêm bactérias. Por exemplo, as bactérias que vivem naturalmente no leite o estragarão em duas ou três horas se ele permanecer em temperatura ambiente. Ao colocar o leite na geladeira, você não elimina as bactérias que já existem, mas as reduz de tal maneira que o leite permanecerá fresco por uma ou duas semanas.

Material

05 copinhos plásticos de café numerados

01 saco plástico ou filme plástico
02 colheres de amido de milho ou outro tipo de farinha
01 colher de óleo

01 colher de sopa
01 panela pequena
01 copo de vidro
01 colher de vinagre
150 mL de água de torneira
01 fogareiro ou tripé com lamparina ou bico de Bunsen


CUIDADO: Esta prática requer atenção total do professor e/ou monitor responsável visto eminente RISCO FÍSICO (aquecimento).

Procedimento
1)      Prepare o mingau com o amido de milho e um copo de água. Misture bem e leve ao fogo até engrossar. Coloque o mingau ainda quente até a metade dos copinhos;
2)      Enumere os copinhos de 1 a 5;


3)      Deixe o copo 1 aberto, em cima da pia do laboratório. Cubra o 2 com o filme plástico, vede-o, e deixe-o também sobre a pia. O 3 é completado com óleo e o 4, com vinagre.


4)      O 5 é colocado na geladeira, sem cobertura. Observe com a turma em qual mingau apareceram as primeiras alterações. Depois de 06 ou 07 dias peça a todos para descrever a aparência de cada copo e fazer desenhos coloridos, seguindo o que viram nos copinhos.


Discussão
a) Complete o quadro a seguir após o período de exposição:

Copo número
Experimento
Crescimento microbiano (+ ou -)
Descrição
Desenho ou foto
01
Mingau exposto ao ambiente
positivo
Micélio de fungos com aspecto filamentoso branco e algumas colônias verdes e roseas
02
Mingau coberto com plástico
positivo
Menos colônias que no copo 1
03
Mingau com óleo de cozinha
positivo
Menos colônias que no copo 1 porém com mais que o copo 2

04
Mingau com vinagre
negativo
O vinagre inibiu o crescimento microbiano

05
Mingau conservado em geladeira
negativo
A baixa temperatura ± 4 ºC inibiu o crescimento microbiano



b) O que vem a ser meio de cultura? 
Padrão de Resposta (PR) - O meio de cultura se consiste de uma base rica em nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento de organismos micro (bactérias, fungos e células eucarióticas) ou macrobióticos (plantas - micropropagação). No caso deste experimento o mingau atuou nesta função.

c) Quais as melhores formas de se conservar os alimentos observadas neste experimento?
PR - A melhor forma de se conservar os alimentos é mantendo-os resfriados, no caso em geladeira (copo 5). No caso do copo 4 recomenda-se utilizar uma colher de vinagre na desinfestação de legumes e verduras antes de consumí-los.

sábado, 7 de julho de 2012

Sumário Volume 2 - Os seres vivos no ambiente

O QUE É VIDA?

Prática 01        Fósseis novos em folha ..........................       08
Prática 02        Fósseis - vestígios dos animais .............        11
Prática 03        Como se classifica um ser vivo? ...........        14
Prática 04        O microscópio de luz ............................        17

O REINO MONERA

Prática 05        Métodos de esterilização .......................       20
Prática 06        Lactobacilos vivos .................................       22

O REINO PROTISTA

Prática 07        A infusão – protozoários  .....................        25
Prática 08        Observação de algas ............................         27

O REINO FUNGI

Prática 09        Observação de fungos ...........................       30       
Prática 10        A fermentação ......................................        32       
Prática 11        Mofo mágico .........................................       34       
Prática 12        Estragando o mingau ............................        36       

O REINO PLANTAE

Prática 13        Observação de estômatos ......................      
Prática 14        A transpiração das plantas ...................        
Prática 15        A germinação de uma semente .............       
Prática 16        A disponibilidade de nutrientes ...........       
Prática 17        Algumas plantas a partir da raiz .........         
Prática 18        Descrição das folhas de vegetais ...........      
Prática 19        A cor das plantas ..................................       
Prática 20        As briófitas ...........................................       
Prática 21        As pteridófitas ......................................       
Prática 22        A flor das gimnospermas ......................       
Prática 23        A flor das angiospermas .......................       
Prática 24        O fruto nas angiospermas ....................        
Prática 25        Os tipos de angiospermas .....................       

O REINO ANIMALIA

Prática 26        Cárcere de moscas ................................       
Prática 27        Coleção entomológica ...........................      
Prática 28        Morfologia de um anelídeo ..................       
Prática 29        Estudo do acervo zoológico ...................     
Prática 30        A coluna vertebral ...............................        
Prática 31        O ovo da ave .........................................      
Prática 32        Anatomia de um peixe ..........................      
Prática 33        Anatomia de um anfíbio .......................       
Prática 34        Anatomia de um réptil .........................        
Prática 35        Anatomia de uma ave ...........................       
Prática 36        Anatomia de um mamífero ...................       
Prática 37        Animais no laboratório .........................       

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

            Relação de consultas bibliográficas ......