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quinta-feira, 29 de março de 2018

pH de amostras hídricas subterrâneas com indicador ácido-base do Repolho-roxo

Introdução
Indicadores ácido-base são substâncias que mudam de cor, informando se o meio está ácido ou básico. Existem indicadores sintéticos e também algumas substâncias presentes em vegetais que funcionam como indicadores ácido-base naturais como a antocianina.

Objetivo
Demonstrar o pH de diferentes amostras hídricas subterrâneas oriundas de poços artesianos e cisternas de bairros da cidade

Material
01 Repolho-roxo;

01 litro de água destilada e/ou deionizada e/ou de torneira
01 liquidificador ou 1 panela com fogareiro;
01 peneira ou coador;
11 copos transparentes ou tubos ou béqueres;
01 caneta e etiquetas para enumerar os copos;
01 limão;
10 mL de vinagre;
01 g de bicarbonato de sódio;
01 g de sabão em pó;
10 mL água sanitária;
10 mL detergente;
01 g de açúcar;
10 mL leite;
01 g de sal de cozinha;
50 mL de diferentes amostras hídricas subterrâneas.

Métodos
1) Bata algumas (1 a 5) folhas de Repolho-roxo com 1 litro de água no liquidificador; Outra alternativa é cozinhá-lo em uma panela grande durante 10 minutos e aguardar esfriar;

2) Coe ou peneire esse suco, pois o filtrado será o nosso indicador ácido-base natural (se não for usar o extrato de Repolho-roxo na hora, guarde-o na geladeira, pois ele decompõe-se muito rápido;

3) Dissolva os reagentes sólidos (açúcar, sal, sabão em pó, bicarbonato) em 09 mL de água em cada frasco (copo, tubo ou béquer);


4) Enumere os frascos de 1 a 09 as seguintes substâncias, na respectiva ordem:  limão, vinagre, detergente, leite, açúcar, sal de cozinha, bicarbonato de sódio, sabão em pó e água sanitária.




5) Adicione cerca de 10mL da solução indicadora (suco de Repolho-roxo) e observe as cores das soluções construindo uma escala do pH mais ácido (limão) ao básico (água sanitária); 

6) Adicione 10mL da solução indicadora (suco de Repolho-roxo) as amostras hídricas subterrâneas e compare com a escala de cores dos 9 tubos.

Resultados

Figura 4: Escala de cores para as amostras de acordo com respectivo pH (Foto: Guilherme Araújo Lacerda).


Figura 5A-C: Amostras de diferentes bairros de Montes Claros, MG, Brasil. A) Bairro Cidade Nova; B) Bairro São Judas; C) Bairro Ibituruna (Foto: Guilherme Araújo Lacerda).

Discussão
1) Construa a escala de pH para as referências utilizadas: 
Padrão de respostas (PR) - limão (vermelho claro); vinagre (vermelho escuro); detergente (vermelho laranjado); leite (roxo claro); açúcar (roxo escuro); sal de cozinha (roxo azulado); bicarbonato de sódio (azul); sabão em pó (verde) e água sanitária (branco leitosa).

2) Baseado na resposta do indicador como se classificariam as amostras dos diferentes bairros?
PR - Amosta A - netra; B - levemente ácida; C - levemente básica.

Referências
ROCHA, J. Indicador ácido-base com repolho roxo. Disponível em <https://manualdaquimica.uol.com.br/experimentos-quimica/indicador-acido-base-com-repolho-roxo.htm> Acesso em 29 mar 2018.

sábado, 25 de agosto de 2012

Prática 08 - Identificação do amido na batata

Objetivo
Identificar o amido como um exemplo de forma de armazenamento de glicose pela planta

Introdução
O grão de amido, produto da polimerização glicose, possuem formas típicas, dependendo da espécie de planta em questão, as quais permitem sua identificação. Os grãos de amido mais importantes são obtidos de órgãos subterrâneos como raízes e túberos (caules tuberosos). São considerados oficiais no Brasil os amidos de milho, arroz, trigo, mandioca e batata por constarem da Farmacopeia Brasileira.

Material
01 Batata média
01 Bisturi, estilete ou lâmina de barbear (gilete)
05 mL de água de torneira
01 Gota de Lugol (corante)
01 Lâmina
01 Lamínula
01 Microscópio óptico

Procedimento
1) Fazer um corte transversal (o mais fino possível) na batata já cortada;
2) Raspar a substância aquosa;
3) Transferir uma gota da substância para a lâmina;
4) Adicionar uma gota de lugol (pode ser bastante diluído em água - quase transparente);
5) Aguardar 01 minuto;
6) Observar e desenhar e/ou fotografar.

Desenho ou foto



Figura 1 – Micrografia mostrando os grãos de amido da Batata, desconsiderar as eventuais bolhas de ar (artefatos) (Foto: Simone Santos Alves, FUNORTE, 2012).



Figura 2 – Micrografia mostrando os grãos de amido da Batata (Foto: Alláeb Somay A. Rocha, FUNORTE, 2012).


Discussão
a) Qual a função do amido para a planta?
Padrão de Resposta (PR) – O amido é a principal subtância de reserva das plantas.

b) Todo grão de amido tem o mesmo formato do amido da batata?
PR – Não, os formatos são variáveis de acordo com a espécie.

c) Como a glicose torna-se amido?
PR – O amido é um produto da polimerização de vários resíduos de glicose.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Sumário Volume 3 - Conheça seu corpo

DE QUE SOMOS FEITOS?

Prática 01        O Microscópio ......................................        08
Prática 02        Repetindo Robert Hooke .......................      11
Prática 03        As macrocélulas ...................................         14
Prática 04        Célula da cebola ....................................       16
Prática 05        Células da mucosa bucal ......................        19
Prática 06        A célula é a estrutura básica da vida ....        21

A NUTRIÇÃO

Prática 07        Descobrindo o que consumimos............        25
Prática 08        Identificando o amido da batata ...........       27
Prática 09        O amido em nossos alimentos ..............        29

A DIGESTÃO

Prática 10        Facilitando a ação das enzimas ............        33
Prática 11        Secreção da bile pelo fígado ..................      35

A RESPIRAÇÃO     

Prática 12        Simulando a respiração ........................         38       
Prática 13        Eliminando o gás carbônico (CO2) .......       41       

O SANGUE

Prática 14        As células sanguíneas pelo esfregaço ...        44
A CIRCULAÇÃO

Prática 15        O estetoscópio .......................................       48
Prática 16        No ritmo do coração . ...........................        51
Prática 17        Coração de Mamífero ..........................        54

A EXCREÇÃO

Prática 18        Eliminando o excesso de sais ................       59

O ESQUELETO

Prática 19        Mexendo o esqueleto .............................     

O MÚSCULO

Prática 20        Contração Neuromuscular ...................        

OS NERVOS 

Prática 21        Ato reflexo ............................................      

OS SENTIDOS

Prática 22        Percepção dos gostos ............................      
Prática 23        Sentindo na pele ...................................       
Prática 24        Anatomia do olho .................................       
Prática 25        Os cheiros .............................................       
Prática 26        A voz é o resultado de vibrações ...........     

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
            Relação de consultas bibliográficas ......       

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Prática 11 - Mofo mágico


Objetivo
Observar o efeito do crescimento fúngico proveniente das condições de apodrecimento dos alimentos.

Introdução
Formado por fungos e leveduras, o bolor é o nome vulgar dado somente à textura esbranquiçada, esverdeada ou mesmo enegrecida que se desenvolve na superfície dos alimentos, quando são armazenados de maneira inadequada, ficam expostos ao ambiente ou mesmo sob refrigeração. Essa substância até poderia ser considerada inócua, mas, como em casa, nos restaurantes ou em outros locais de venda ou conservação de alimentos não temos como saber quais as espécies de organismos que se desenvolvem nos alimentos, não se pode considerar esse bolor inofensivo. Além disso, quando um fungo se expõe na superfície do alimento, é porque sua colônia já está bem desenvolvida no interior do mesmo, e é lá que são produzidas as substâncias nocivas, chamadas de micotoxinas – que variam de acordo com a espécie do fungo. Torrar o pão mata o fungo, mas, na maioria das vezes, não inativa a toxina produzida por ele, pois esta é resistente ao calor. O consumidor deve confiar nas mensagens de repulsa de sua visão e de seu olfato: deve recusar alimentos que não atendem aos requisitos de nossos sentidos e de sanidade, evitando ser acometido por doenças assim veiculadas pelos alimentos.

Material
01 pão francês
05 mL de água de torneira
01 pires

Procedimento
1)      Abra o pão com o miolo para cima e coloque sobre o pires;


2)      Deixe o miolo úmido com a água;
3)      Coloque o pão molhado num local úmido e escuro (o ideal é debaixo da geladeira ou do fogão numa cozinha);
4)      Durante 7 dias anote as mudanças diárias no aspecto e coloração do pão umedecido.

ADAPTAÇÃO: Se tiver uma estufa, colocar em temperatura ambiente.

AMBIENTE: Será necessária um local razoavelmente escuro, quente e úmido para propiciar o crescimento do fungo.



Discussão
a) O pão mofado pode ser consumido na alimentação humana?
Padrão de Resposta (PR) - Não temos como saber quais as espécies de organismos que se desenvolvem nos alimentos, logo não se pode considerar esse bolor inofensivo.

b) O que são micotoxinas?
PR - São substâncias nocivas produzidas por microrganismos fúngicos. Conferem aos fungos uma vantagem competitiva sobre outros fungos e sobre bactérias presentes no ambiente. 

c) Quais as colorações observadas no crescimento microbiano no pão?
PR -  Micélios de textura esbranquiçada, amarelo-esverdeada, enegrecida e vários tons de cinza.


d) Por que o crescimento do mofo acontece, em alguns casos, apenas na crosta ou no miolo do pão?
PR - No experimento em questão observamos o crescimento do fungo apenas na crosta do pão, pois esta ficou em contato com o pires (face inferior), pois o local apresentava-se com intensa ventilação e luminosidade não favorecendo o crescimento do mofo no miolo (face superior da amostra).